quarta-feira, 23 de março de 2011

Capítulo 15: Novos amigos

- Pode nos tirar daqui? - Pergunta Carolina
- Jag tror att jag kan. - Ele responde
Corremos para lá e pedimos para ele repetir
- Jag tror att jag kan. - Ele repete fazendo gestos
Eu entendi o que ele quer dizer!
- Ele disse que pode nos ajudar! - Digo
- já, já! - Ele responde
- Como você sabe o que ele está falando? - Pergunta Breno
- Fiz um pequeno curso de sueco.
- Jag vet att du talar portugisiska... - Digo ao homem do helicóptero. Ele me olha e faz um olhar de aceitação.
- Eu sei falar português sim. - Diz ele, sua roupa não é normal. É uma armadura, muito customizada, em alguns lugares, um pouco rachada.
O helicóptero é enorme, tudo dele é futurístico. Como as nossas armas novas.
Subimos no helicóptero, ele não é o piloto, o helicóptero decola.
- Por que não falou em português antes? - Pergunta Fernanda ao homem
- Porque eu queria saber se vocês são alguns dos nossos, mas não são...
- Qual é o seu nome?
- Meu nome é Alex Ford
Depois passamos por Roberto e ele entra no helicóptero.

- Você sabe falar outras línguas? - Pergunta Roberto
- Não. - Ele responde.

Ele continua dizendo:
- Egentligen talar jag spanska, engelska och tyska också. - Ele diz olhando pra mim.
 - O que ele disse? - Pergunta Roberto

Na verdade ele disse que fala espanhol, inglês e alemão também. Não sei porque, mas tive que mentir aos meus amigos.
- Ele disse que também sabe um pouco de inglês - Minto.
O helicóptero esta descendo
- Bem vindos à nossa base! - Diz Alex
- Cadê? - Pergunta Roberto
- Debaixo da terra não é Alex? - Tenho certeza de que é embaixo da terra.
- Na mosca.
Uma porta se abre no chão, muito grande e redonda, tomamos o espaço certo para não cairmos, porque é muito fundo.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Capítulo 14: Companhia

- E o Roberto? Pergunta Fernanda
- Não posso fazer nada, se quiser ir com ele...
- Ok. Vamos ficar por aqui mesmo.
Comemos sorvete, salgadinhos, biscoitos e bebemos suco e tudo mais, tudo está funcionando perfeitamente. Digo aos meus amigos:
- Não sei como os zumbis não atacaram essa cidade, eles estão todos por aqui e não destruíram nada? Estranho não é?
- Acho que você está errado Felipe. - Responde Fernanda dando uma olhada do lado de fora do supermercado
- Por quê?
- Vem cá e veja você mesmo.
Eu vou e dou uma olhada, impressionante, no horizonte toda a cidade está destruída. Menos nesse lado. Zumbis chegam aqui, alguns zumbis nós não conhecemos. São estranhos mesmo. Zumbis quadrúpedes, altos, baixos, gordos, estranhos, magros, pra falar a verdade todos são estranhos. As nossas armas novas parecem não perder balas. Atiram ar, bolas roxas, azuis, lançam bombas. Prefiro essas armas sabe.

Eles praticamente cospem coisas verdes, berram, e soltam barulhos esquisitos, mas...  Mordius pega o Breno!
Corro atrás dele, o braço do Mordius realmente pode se esticar. Corro no meio dos zumbis, empurrando, socando, chutando, atirando.
Esse Mordius deve estar no mínimo uns 40 metros! Impressionante!
Chego a ele e o mato. Breno perdeu sua arma, voltamos para o grupo enquanto dou cobertura ao Breno. Lembro que peguei 2 armas, dou uma pra ele, é só uma pistola. Mas é a coisa mais potente que eu já vi. Os tiros dela são praticamente explosões. Voltamos e o ataque termina. Fechamos as portas do supermercado, pra falar a verdade é um hipermercado, tem suprimentos para ficarmos no mínimo 3 anos. E em 3 anos acho que a polícia de outros países consegue acabar com esse ataque. Eu acho.
- Vamos ficar aqui. - Digo
- É, até pensarmos em alguma coisa... - Completa Breno. Um pouco frustrado com o ataque
Um barulho estranho passa por cima do supermercado, abrimos as portas e vemos que é um helicóptero, Carolina corre e grita para o helicóptero, Camila corre atrás dela e a empurra, Carolina cai no chão e um zumbi pula na direção de onde Carolina estava. O helicóptero desce, elas matam o zumbi e pedem ajuda

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Capítulo 13: Cidade Fantasma

Alguma coisa passa por nós, uma sombra eu acho.
- Quem está aí? - Pergunto
Ninguém responde, está totalmente claro aqui em baixo, mas mesmo assim não consigo ver essa sombra
- Alguém? - Pergunto novamente, mas ninguém responde
- Ei gente! Uma saída! - Diz Isabel
- Vamos nessa. - Exclamo... Mas algo está diferente
Saímos, está de noite
- Não estamos mais no Rio de janeiro?
- Não. É fácil ver. Tudo está escrito em inglês. - Respondo
Mais zumbis aparecem, mas parece que só eu percebo
Dou um tiro. Nossa... Essa arma lança... Ar? Dou outros tiros, os zumbis são jogados fortemente para trás enquanto se despedaçam
- Onde fica o carregador da minha arma? - Pergunta Camila
- Não sei ué. A minha parece não ter também
- Gente, essa cidade não está abandonada? - Pamella olha em volta
- É, acho que sim.
Caminhamos até um hotel, os quartos são gigantes, tudo aqui está funcionando perfeitamente, luz. Tudo. Só não encontramos um computador, e pessoas.
- Uma TV! - Diz Roberto
Todos nós ficamos em volta dela enquanto ele a liga, está passando uma novela, pelo menos eu acho que é uma novela.
- Por que Deus, por que está passando uma novela e não um jornal? - Exclamo
Roberto muda de canal, e está passando o jornal da noite! Tudo em inglês, eu sou bom demais, mas algumas palavras passam muito rápido. Começa o comercial. Explico para os meus amigos que não entendi umas palavras, mas sim o que queria dizer:
- Ok, o Brasil todo está infectado, Portugal e Espanha também. Eu tenho quase certeza que aqui é Manhattan.

Dormimos, temos que descansar. Logo que acordamos decidimos sair, vasculhamos a cidade, alguns folhetos meios soltos, o tempo está horrível, está de manhã e definitivamente a cidade é uma cidade fantasma.
- Vamos por aqui - Diz Roberto
- Melhor não. - Respondo
Roberto não ouve segue o caminho, somos obrigados a segui-lo. Muitos prédios, mas... Um supermercado! Passamos 4 ou 3 dias bebendo água da piscina, e depois ela acabou, comemos coisas que sobraram na cantina, quase nada. Mas deu pra viver. Finalmente vamos poder comer de verdade. Entro no supermercado, todos estão comigo. Menos Roberto.

Capítulo 12: Tudo novo.

Parece, não sei. Um Metrô...
- Ei galera! Armas! - Diz Breno
Cada um pega uma arma, menos uma que sobra, então eu vou lá e pego pra mim. Mas mesmo assim me sinto estranho.
- Olá! Gostaram do novo lugar? - Só ouvimos a voz dele, Baljeabb.
- Não muito
- Bem, foi o pedido de vocês. Agora eu tenho o meu pedido. E ele tem que ser aceito.

- Certo, pode falar. - Fica até difícil de ver os meus amigos de tão escuro, só vejo uma pequena luz, no fim desse longo túnel
- Agora, eu quero um corpo, preciso de uma alma nova. Agora - Diz Baljeabb
- Não podemos fazer isso!
- Não estou pedindo, isso é uma ordem. - Diz ele
- Eu vou - Diz Rogério.
- Não, eu posso ir também. - Fala Breno
- Só um. - Não sei por que, mas Baljeabb só quer um.
- Ligue a luz então Baljeabb.
As luzes se acendem, bem melhor, sabe... Aqui nem é tão assustador. Luís dá um empurrão tão forte em Roberto com que faz que caia na frente de Baljeabb
- Você vem comigo. - Diz Baljeabb com uma voz, um tanto quanto... Fria.
Roberto fica indignado:
- Eu? Por que eu?
Baljeabb responde:
- Não você. O que te empurrou.
- Luís. - Diz Carolina, bem baixinho do meu lado
- Esqueceu que eu sou Deus? Eu sei quem foi. Venha agora. - Baljeabb diz para Luís. Lógico.  Luís some, só ouvimos o grito dele.
Tento falar com o grupo, para ninguém ficar muito amedrontado, não tanto quanto eu:
- Ok, somos só 10, dá pra sobreviver.
- O quê? Dá é? Aquele Deus matou um dos nossos! - Diz Carol
- Esse ‘um dos nossos’ tentou matar um dos nossos também, lembra? - Respondo - Só não podemos nos perder, vamos.
Caminhamos lentamente. Tudo aqui está destruído. Essas armas não existem, nunca as vi, e olha que eu jogo muito jogos de guerra, mas elas parecem... Futurísticas.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Capítulo 11: Ataques diferentes e lugares diferentes.

Provavelmente foi uma harpia. Ela vai pagar!
Atraio a atenção dela correndo de um lado para o outro e finjo que caio, ela vai me atacar quando o facão atravessa sua pele. Não sabia que eu era assim tão bom, olhos pros lados, monstros. Mas cadê o helicóptero?
Corro em direção dos meus amigos
- Ei, onde está o helicóptero? É aquilo pegando fogo?
- É sim, foram aqueles esqueletos! - Responde Luís
Começo a bater pra valer, até que esse escorpião homem pega meu facão.
- Ajuda por favor? - Peço para meus amigos
O escorpião grita de dor, Breno e sua estaca.
- Te salvei não é? - Diz Breno
- Pois é, estou te devendo uma! - Sou cortado por algo nas minhas costas, fui golpeado por uma harpia! Mas fui salvo, agradeço a Fernanda e pego meu facão.
Mais monstros? Um fazendeiro com uma marreta gigante, esqueletos em formas de dinossauros, alguns robôs monstros, um demônio gigante que pega fogo, tudo que você imaginar! E junto com eles, zumbis!
Começamos a correr muito, mas o espaço é todo aberto, a menos que...
- Gente, me sigam! Tive uma ideia! - Grito aos meus amigos enquanto abro aquela porta de pedra, tudo está como antes, o corredor, quadros e uma parede vermelha.
- O que viemos fazer aqui? - Pergunta Luís
- Você vai ver, vou fechar a porta, não sei se vai adiantar, por isso temos que ser rápidos - Respondo
Grito:
- Socorro! Minha alma! Alguém me ajude! Por favor!
Baljeabb aparece, eu sabia!
- Olá de novo humano. - Diz ele
- É, oi. Precisamos de ajuda!
- Em quê?
A porta está batendo, eles vão entrar!
- Tem monstros lá fora! Feche essa porta direito Baljeabb! - Grita Fernanda
Baljeabb fica parado. E os barulhos na porta param.
- O quê você fez? - Pergunto
- Ajudei vocês, e então. O que realmente querem? - Ele pergunta me olhando de um jeito estranho.
- Nos tire daqui! Nos dê armas! Precisamos viver!
- Pedido aceito. Irei tirar vocês daqui. Boa sorte. - Dizia Baljeabb
Por um segundo me sinto estranho, e aparecemos em algum lugar escuro... 

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Capítulo 10: Novidades nem tão boas.

O outro piloto está um pouco assustado. Ele tira a máscara.
- RODOLFO? - Falamos alto em coro
- É, sou eu sim. Não reconheceram minha voz? - Responde com uma cara sarcástica
- Ok, pode nos explicar o que é tudo isso? Você não morre mesmo? - Pergunta Roberto
- Bem, isso é um ataque zumbi. Mas acho que eles não estão sozinhos, monstros estão pela área, os mais diversos. Eu não morro, só de uma maneira... - Diz Rodolfo, mas ao mesmo tempo uma estaca atravessa ele
- Quem diria que um pedaço de madeira afiado mataria um imortal. - Diz o Breno checando o pulso dele
- Por que fez isso Breno?
- Estavam acreditando nele?
- Acho que sim, porque tem um bicho quadrúpede vermelho com uma cara demoníaca atrás de você. - Digo
Ele olha pra trás e recua, ele está apavorado.
O monstro está se aproximando cada vez mais, começamos a atirar e quando paramos, o monstro está caído, Breno ataca de novo, pega a estaca e enfia na cabeça do monstro.
- Ok, zumbis chegando galera! Vocês sabem o que devemos fazer! - Breno grita
Atiramos muito, não deixamos eles chegarem perto de nós mas então. As balas acabam.
- Já sei! - Digo correndo para o lado oposto de onde os zumbis vem, eu acho.
Corro até o prédio que deveria ser da manutenção, o último andar está caído de lado, mas por dentro não tão destruído, vai ver só botaram a bomba no primeiro andar. Entro pela janela e pego um extintor, na verdade pego três. Isso é pesado demais. Volto andando e cansado, dou um pra Pamella, outro pro Breno e outro comigo.
- Acho que é a nossa única salvação! - Grito
Acontece alguma coisa familiar, vejo terra na minha cara. Caio, um barulho de explosão. Explodiram o colégio de novo?
Nos levantamos, dessa vez não sobrou nada, é como se estivessem começando a construir isso aqui. Tropeço andando pelas pedras no chão. Nos unimos de novo e descansamos, já está muito tarde, na média 2 da manhã, eu acho.
Me levanto, todos já estão acordados.
- E então galera, o que vamos fazer? - Pergunto
- Vamos sair daqui de uma vez, lógico.
- Ok, vamos pra onde?
- Não sei, vamos entrar em um prédio e ficar lá por um tempo
- É, pode ser... Eu acho. Mas... Estamos sem balas!
- Por isso que não vamos mais usar armas, e sim armas pra enfrentá-los cara a cara!
- E eu tenho alguma? - Pergunto
- Toma essa - Diz Roberto, me entregando um facão
- Eles estão vindo! - Grita Breno, entusiasmado com a estaca
Não tinha visto isso ainda, esqueletos sem cabeça pegando fogo, metade escorpião metade homem, harpias, minotauros, abóboras gigantes de halloween... São muitos! Corremos em direção deles e começamos a descer o pau... Arg! Um corte! 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Capítulo 9: Mas o que será tudo isso?

- Adeus! - Grita Pedro.
O helicóptero sobe. Não acredito... Olhamos para baixo, porque Pedro nos deixou? Damos a última olhada no helicóptero, alguma coisa está caindo... O piloto pulou! O helicóptero começa a descer descontrolado enquanto corremos na direção do piloto. O helicóptero se choca e explode no chão quando chegamos ao piloto
- Por que pulou? - Pergunto indignado
- Porque não tinha mais gasolina ué.
- E por que deixou ele lá?
- Só tinha um, paraquedas, e aqui é si por si. - Ele responde
- Calma gente, um traidor morreu! - Diz Roberto
Dou um tiro bem no peito da Júlia, as pessoas gritam pra mim porque eu fiz isso. Tiro um papel do bolso dela, era um plano de fuga, envolvendo o helicóptero 250 e mostro para todos. Eu sabia que ela tinha algo a esconder.
- Parece que ela queria fazer a viagem sozinha não? - Digo aos meus amigos
- É verdade. - Diz Stephanie
- Mas como sabia? - Completa Rogério
- Dava pra ver, estava na cara que ela estava acontecendo alguma coisa. Um helicóptero chega por trás de nós, na lateral está escrito 250, é o nosso helicóptero.
- Quem de vocês é a Júlia? - Pergunta o piloto olhando para as garotas, parece que ele não a conhece
- Eu sou - Diz a Camila, mentindo.
- Então suba aqui, depois eu volto pra pegar vocês ok? - Diz o piloto do helicóptero 250. Camila dá um tiro nele, sangue frio. Perfeito.