sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Capítulo 8: Mais traições, mais mortes.

Ouvimos mais vozes, vem da esquerda, mas ao mesmo tempo da direita, tenho a impressão que vem de todos os lugares.
- Vamos embora - Diz Camila quase chorando junto com a Pamella
- Não, não deve ser nada demais... - Sou cortado por uma coisa muito estranha
Algo passa do nosso lado, algo grande, vermelho, com sons de berros, de pessoas assustadas. Acho que agora é hora de entrar em pânico
- Aí! Mostra a cara seu animal! - Berra Caio para aquela coisa
De repente uma fumaça, vermelha, deve ser aquela coisa que passou por nós fica cara a cara com o Caio. Ele desmaia e ela vai embora.
- Ei gente, o Caio não só desmaiou, mas desmaiou pra sempre. - Diz Roberto vendo o pulso dele
- Ok, um morreu, mas não vamos entrar em pânico ok?
- Ok, vamos subir de uma vez? - Diz Isabel, ela é meio gótica sabe, ela gosta de coisas desse tipo...
- Olá senhores cavalheiros. O que fazem na minha humilde casa? - Diz uma voz
- Ahn, quem é você? Cadê você? - Pergunto muito confuso
- Eu sou eu, vou me mostrar, mas vocês já me viram - Diz a voz
De repente a fumaça vermelha aparece na minha frente. Prestes a me matar, faço um movimento pra me defender, mas estou com muito medo.
- Hahahaha, gostei dessa. - Diz a fumaça, pelo menos eu acho que é ela - Eu não vou te matar, mas sabe, aquele seu amigo não estava me deixando confortável.
- O que é tudo isso? - Pergunta Júlia
- Tudo isso? É minha casa oras. - Responde a fumaça, não entendendo muito a pergunta
- Não, não, ela diz da situação. - Diz Breno
- Ah, estou acompanhando vocês desde que a explosão aconteceu.
- Como? O quê? Quem é você?
- Estive perto de vocês em lugares que não podiam me ver, eu sou Baljeabb. O Deus de tudo.
- Como? Deus? - Pergunto confuso
- Não acredita em Deus? - Ela responde
- Acredito, é mais ou menos. - Respondo
- Vamos lá, você sabe quem sou eu, te acompanho a vida toda Felipe, você já pesquisou sobre mim.
- Ahnn, como sabe tanto sobre mim? - Pergunto muito confuso
- Já te disse, acompanho você desde o seu nascimento. - Ela diz enquanto some
- Isso não pode estar acontecendo. - Digo para mim mesmo, bastante confuso.

- Ok, o que vamos fazer? - Pergunta Fernanda
- Não sei... - Digo
- Como aquela fumaça te conhece?
- Eu estou tão confuso quanto vocês, e eu nunca pesquisei sobre... - Digo completando a frase - Já sei! Deve ter sido o livro que eu peguei! - Ele estava na minha mão o tempo todo, menos quando eu pulei, soltei-o primeiro para ver se era muito fundo. Sabe, nunca se sabe quando é preciso de um livro de zumbis... Num ataque zumbi
Abro o livro, e vou na última página, é um pequeno capítulo sobre o Deus de tudo, Baljeabb.
- Para invocar Baljeabb, você precisa de duas pessoas no mínimo gritando: Socorro! Minha alma! E mais duas gritando: Por favor! Ajudem-nos! - Falo lendo o livro em voz alta
- Parece que sabe como eu chego até vocês não é? - Aparece aquela fumaça, Baljeabb - Porém, vocês terão muitos desafios pela frente, se quiserem voltar ao labirinto, entrem na porta à esquerda. Outras coisas estarão esperando por vocês. - Complementa.
Acredito nele, não sei por que. E meu grupo me segue, Quando entramos, estamos de volta naquela sala aonde Isabel pulou primeiro.
- Vamos subir. - Digo
- Não! Tudo ali em cima está apagado! - Responde Breno
- Ok, tchau pra vocês - Retruco
Sabia que isso ia funcionar, eles me seguem, realmente está muito escuro, tenho que andar tateando as paredes e... - Ai! Bati com a cara na parede, pelo menos deve ser uma parede.
- O que houve? - Pergunta Carolina
- Eu bati com a cara nessa... - Tateio a ‘parede’ e vejo que é uma porta! - Gente! Achei uma porta!
Eles comemoram junto comigo. E entramos nela, saímos no sexto andar, pelo menos eu acho que é, já que está tudo explodido. Tenho essa impressão por causa dos livros, são muitos.
- Ei galera! Resgate! - Diz Roberto entusiasmado
O helicóptero desce e o primeiro a entrar é o Pedro. Quando Roberto vai subir Pedro dá um chute nele, que faz com que Roberto caia no chão

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